Trabalho e Dor: como encontrar equilíbrio?

30/01/2026
Dr. Carlos Marcelo de Barros
Conviver com dor crônica já é um desafio diário e quando ela interfere no trabalho, o peso se torna ainda maior. Muitas pessoas tentam seguir a rotina profissional mesmo sentindo dor constante, seja por necessidade, responsabilidade ou medo de perder o emprego. No entanto, conciliar produtividade, saúde e bem-estar é possível, desde que haja cuidado, informação e estratégias certas.
 
A dor crônica não afeta apenas o corpo. Ela mexe com a concentração, o humor, o sono e o desempenho. Alguns dias são mais difíceis, e pequenas tarefas podem exigir um esforço enorme. Essa oscilação pode gerar culpa, ansiedade e a sensação de que o corpo está “falhando”. Mas a verdade é que a dor é uma condição real, que merece atenção e não um obstáculo a ser ignorado.
 
O primeiro passo para encontrar equilíbrio é reconhecer os sinais que o corpo dá. Pausas curtas e frequentes, alongamentos ao longo do dia, atenção à postura e ajustes no ambiente de trabalho podem reduzir bastante o incômodo. Ergonomia não é luxo, é cuidado essencial para quem vive com dor crônica. Cadeiras adequadas, mesa na altura correta, apoio lombar e monitor bem posicionado podem evitar sobrecargas e crises.
 
Outro ponto fundamental é adaptar o ritmo. Respeitar limites não significa trabalhar menos, mas trabalhar com mais consciência. Dividir tarefas em etapas menores, priorizar o que realmente importa e evitar longos períodos na mesma posição são medidas simples que fazem diferença.
 
Em muitos casos, conversar com a equipe ou liderança sobre a condição pode abrir portas para ajustes importantes na rotina. A dor não define a competência de ninguém, mas ignorá-la pode piorar o quadro. Empresas que acolhem e compreendem essa realidade ajudam seus colaboradores a manter qualidade de vida e produtividade.
 
Além disso, buscar apoio especializado é essencial. Especialistas em dor podem orientar sobre tratamentos que reduzam a intensidade dos sintomas e devolvam autonomia. Bloqueios, fisioterapia, neuromodulação, medicações específicas e terapias complementares podem ajudar a controlar a dor e permitir uma rotina mais leve e funcional.
 
Por fim, lembrar que equilíbrio é um processo, não um ponto fixo. Cada dia exige novos ajustes, e tudo bem. O importante é não enfrentar isso sozinho. Cuidar da dor significa cuidar da vida como um todo, incluindo o trabalho, os relacionamentos e a saúde mental.
 
Encontrar o próprio ritmo, acolher os limites e buscar estratégias de manejo é o caminho mais seguro para seguir trabalhando com mais conforto, dignidade e qualidade de vida. Porque quem vive com dor merece ser ouvido e merece apoio para continuar vivendo com autonomia e esperança.
 
Dr. Carlos Marcelo de Barros - CRM/MG 39.448
Anestesiologia RQE 16.085 / Área de atuação em Dor RQE 42.108 / Medicina Paliativa RQE 47.014
(35) 3299-6414 / (35) 3299-6415
 
 
 
 
 
 
 
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